domingo, 20 de junho de 2010

21 de junho de 2010: dia da MÍDIA em Chapadinha-MA

Chapadinha-MA passa por uma intensa expansão de meios midiáticos, isto é, veículos de comunicação, expressão do pensamento (e da falta de pensamento?) de muitas lideranças de nosso município.

Dadas às dificuldades estruturais, técnicas e financeiras em se percorrer os caminhos da mídia da TV e do Rádio, a internet, especialmente através dos Blogs, tem servido como uma espécie de avenida de informações, seja a partir de órgãos e instituições sociais, seja a partir de cidadãos bem (ou mal?) intensionados.


Que existem veículos midiátios que não são independentes... isso é um fato! Mas vejamos, a seguir, dicas para perceber quando um uma mídia é, ou não, independente:














Para melhores esclarecimentos acerca de MÍDIA, clique no link abaixo:



por: Jânio Rocha Ayres Teles
Filósofo Chapadinhense

terça-feira, 8 de junho de 2010

Professira Luzinete: apesar da perda, um símbolo da luta de muitos professores


É lastimável a realidade dos professores de nosso município.

O caso da professora Luzinete não pode ser visto a partir de um prisma isolado.

Precisamos perceber que a realidade de nossa colega que perdemos agora representa também a realidade dos demais professores de nosso município que se encontram à mercê da exploração de seu trabalho até o desgaste último de suas forças, enquanto que muitos outros "professores" encontram-se por aí, à deriva, à disposição de vereadores, desviados de suas funções prejudicando, com isso, as finanças de nosso município e acarretando ainda mais os ombros dos demais professores que se mantém na ativa, muitas vezes até com problemas de saúde e, ao tentar licença médica, têm dificuldades, enquanto que muitos outros têm facilidades incríveis para isso.

Os poderosos, ao invés de privar nossos professores de um direito já garantido em lei (como as Promoções, Progressões, Mudanças de Referência e Reajuste do Piso Salarial), preferem nos deixar morrer à míngua, tendo que pedir ajuda a nossos companheiros solidários em momentos difíceis.

Será que essas pessoas que nos privam de nossos direitos dormem tranquilos? Será que não têm depressão? Como será o coração dessas pessoas... ?

A perda de nossa companheira Luzinete é realmente um símbolo de luta (de nossa companheira), por um lado, e de desprezo por parte dos poderosos, que não ouvem o clamor dos professores por melhores condições de vida.

Senhores(as) professores(as), não deixemos que a perda de nossa companheira Luzinete se torne um fato isolado e sem sentido maior para nossa categoria. Nossa companheira precisa ser reconhecida como símbolo de nossa luta.

Jânio Rocha Ayres Teles
Filósofo Chapadinhense




Créditos da imagem à esquerda:
http://semedchapadinha.blogspot.com/2010/06/nota-de-pesar.html


sábado, 5 de junho de 2010

"Quem tem olhos para ver... que veja! Quem tem ouvidos para ouvir... que ouça!


Tenho analisado friamente a atuação de nossos paralentares chapadinhenses na Câmara Municipal.

Não é surpreza que oito vereadores optam, na maioria das vezes, por apoiar os encaminhamentos do Executivo Municipal e, ainda, em não adotar uma postura crítica em relação à Gestora.
Não é surpreza, também, que três vereadores foram eleitos sob a influência do grupo político de sr. Isaías, isso é fato. (Emerson Aguiar, Antônio Peroba e Marcelo Menezes).

Não pode ser considerada surpreza a mudança do vereador Emerson Aguiar para o grupo político da senhora prefeita, já que subia timidamente ao palanque do sr. Isaías para pedir votos.

A grande surpreza, contudo, é o vereador Antônio Peroba, eleito com os votos da legenda do PT, PC do B e do PSB (apesar de estar ideologicamente vinculado ao grupo de sr. Isaías) e adotar uma postura submissa às nuances do grupo que está na prefeitura.

Não culpo Peroba por essa postura, já que é muito fácil estar do lado de cá e "jogar pedras" em quem está lá. Falar é muito melhor do que ser.


Não defendo, na verdade, o contraditório de maneira vazia. O que defendo é a necessidade de uma postura autônoma e comprometida com os movimentos sociais, com a socialização de informações e o atendimento às demandas dos grupos que o apoiaram.

Na verdade, sou tentado a dizer que, em Chapadinha-MA, os Movimentos Sociais estão ficando cada vez mais encurralados e canalizados a uma aproximação com o sr. Marcelo Menezes.

Será que isso interessa ao grupo do sr. Magno Bacelar? Será que os próprios Movimentos Sociais têm vislumbrado outras alternativas?

Vejo, ou melhor, profetizo, (e não quer dizer que defendo) uma situação de possível inversão de papéis e forças políticas, ainda mais com a vizita da senhora governadora Roseana amenizando o embate entre os grupos políticos e sinalizando que, de qualquer lado em que os cidadãos se mantenham, estarão sob a sua tutela e proteção.




"Quem tem olhos para ver... que veja!


Quem tem ouvidos para ouvir... que ouça!"


por: Jânio Rocha Ayres Teles
Filósofo Chapadinhense

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Projeto adote um Ipê para toda a vida fará entrega de mudas nesse sábado, dia 05 de maio de 2010

Sendo uma idealização de Francisca Elias, docente da escola Augustinho Ribeiro de Aguiar, o projeto ADOTE UM IPÊ PARA TODA VIDA é uma iniciativa pioneira no município e que tem obtido resultados cada vez mais positivos.

O projeto surgiu com a idéia de arborizar nossa cidade, tornando-a mais bela, visto que o Ipê é uma árvore que apresenta diversas variedades, todas com uma beleza inigualável, além de despertar na sociedade a importância de preservar o meio ambiente em que vivemos.

Neste sábado, 05, em comemoração ao dia mundial do meio ambiente serão entregues novas mudas a população.

A entrega será feita a partir das 08:30h na praça Coronel Luís Vieira uma ótima oportunidade para quem ainda não pôde dar as mãos a esse compromisso com a natureza.

O convite se estende a toda a sociedade, a entrega das mudas é gratuita, o que incentiva ainda mais a participação de todos.

Contamos com os Chapadinhenses nesse gesto de amor com nossa cidade e acima de tudo com a natureza do ambiente em que vivemos.


sábado, 29 de maio de 2010

" ‘Não Aceitar’: a seriedade do mínimo ético "


O corpo não é o túmulo da alma, mas o templo do espírito.

Uma casa para abrigar o Vento, um lar para o Espírito Santo...”

Jean-Yves Leloup

“O tempo é como o dinheiro; não o perdendo, temos o bastante.”

Duque de Lévis



[1.] A imposição da mentira institucional. Não se aceita a transparência no exercício do poder nem o exercício da cidadania pela vigilância ética. Então, decide-se pelo descaminho do suborno ético. O desmantelo é evidente...; o perigo da acédia social de tom compulsivo e modo (in)voluntário, quase nos sofoca em todo o tempo útil disponível; a farsa democrática reinstala-se; a tropa de choque jurídico ressurge em espasmos cíclicos; o nepotismo reciclado é descarado em vários graus. É assim que “nós” assistimos, será que assistimos mesmo...à quebra da seriedade do mínimo ético? Afinal, quem somos nós!? O resto é ladeira abaixo. Ou para cima, na conta bancária bem recheada, uma vez que as próximas eleições serão caríssimas... é revoltante!?

[2.] A vida é o valor agregado. A política tem em vista o bem comum e não o próprio bem. Assistimos a uma desagregação de valores em modo contínuo. A vida são as miudezas cotidianas. Aqui priva-se em público o descaramento do roubo. Covil de ladrões institucionalizado em repartição de favores e comissões. Máfia amadora em curso semi-profissionalizante. Não ao estado probatório. Há suspeitas e evidências, consumações e provas, delitos e crimes, os mais variados possíveis. Não há o mínimo de vergonha!? Há o máximo de safadeza corruptora! É óbvio que existem corruptos por que existem corruptores. E quando se junta a fome com a vontade de comer? Há falta de intervenção: por quem já deveria intervir por inerência. Aumenta-se o sentimento de impunidade. Cria-se uma realidade desencantada... pura tristeza de Judas. Resultado: magna-carneirada-à-solta!?

[3.] Em tão pequenas coisas reside a felicidade verdadeira... mas onde existe o desprezo pelo pobre, a indiferença para com a pessoa deficiente, o descuido da criança desprotegida, a convivência do desempregado alienado em meio ao consumo de brincadeira... a sociedade subverte, pouco a pouco, tragicamente as leis do seu desenvolvimento. Ninguém é responsável por todos os males do mundo!? “Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo... mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos” (Friedrich Schiller). Não devemos descurar o exercício do nosso compromisso ético mínimo. Os santos ensinam a não dormir diante da omissão pública. É domínio publico.., aí está o meu/nosso corpo, aí está o meu/nosso espírito compartilhado!

[4.] A educação do intelecto, a educação do coração, da alma, do olhar... A Caridade e o Amor, a Bondade, a Compaixão e a Justiça. Nesta matéria as ‘figuras públicas’ dos nossos governantes, e lideranças associadas, são uma nulidade, visível e audível. Seremos cidadãos do Amor. Peregrinos da Justiça. Bons alunos da Caridade. Trabalhadores da Bondade. Companheiros na Compaixão. Não vamos entregar as cartas. O jogo no seu resultado final é revertível. Purificar o coração, adiamantar a alma. Em meio à ‘zoada’ do mundo, ter ouvidos para as canções do coração, para as melodias do corpo. Não ao corpo de delito. Sim ao corpo de obrigação. Sim à salvação mútua. Ninguém é feliz sozinho! Chapadinha basta de infelicidade desprogramada. Vamos fazer cidadania com programação contínua! Já demos os primeiros passos, é a hora da coerência fiel!



POR: Pedro José, Chapadinha, 29-05-2010.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ser... ou não Ser... eis a questão!







Uma reflexão existencialista em Chapadinha-MA













Chapadinha-MA acorda para a dura realidade de ter que discutir, e optar, entre o ruim e o péssimo, entre a ambição e a subsistência.

Calma!
Isso não é pessimismo!

É uma simples constatação fundamentada nos fatos que se desenrolam no cotidiano político de nossa sociedade local, estadual e nacional.

Questiona-se sobre o "Ser" e o "Estar".

A Filosofia Existencialista já se questionou sobre essas duas realidades e demonstrou que o melhor mesmo é optar pelo "Ser".




Mas, será que o "Ser" corresponde ao que muitos imaginam que ele seja?

Optar por "Ser" significa caminhar na direção da transformação social, superando os apegos e os atrativos que a carne, o dinheiro e o poder proporcionam.









Pelo que vejo, muito do que se diz "Ser", na verdade, é a expressão plena do desejo pelos frutos da carne, com um mergulhar desenfreado na prostituição, traição e pedofilia.









O corpo passa a ser o grande "deus" ou, em latim, "Augustus", da civilização. As mentes passam a ser escravas da moda e dos padrões estéticos.








Também é um mergulho no dinheiro, com opiniões voláteis e etéreis, condicionadas pelo apego ao luxo e ao poder.

Finalmente, é entregar-se ao poder, isto é, um desejo incontrolável de se sentir conhecido, admirado, "respeitado" e obedecido.



Já dizia Nietzche, há muito tempo atrás, quando afirmava que o ser humano tem um impulso incontrolável para se tornar um "Super Homem"... ou uma "Super Mulher".


Vale lembrar que tais valores que se apregoam em nossa sociedade já faziam sucesso em meio aos Romanos da Idade Antiga.

Contudo, o espírito de humildade e desprendimento defendido pelo cristianismo incipiente minou todas as forças daquele império corrompido e promíscuo.


Vejo nossa sociedade caminhando para dias parecidos com aqueles.

Daí poderão se sobressair pessoas que conseguirem resistir às tentações já citadas: tentações da carne, do dinheiro e do poder.

Em um momento em que a grande maioria segue de acordo com a maré, aqueles que forem contra essa "onda" atrairão os olhares e os seguidores justamente porque, dentre outras coisas, a monotonia da maldade já se faz sentir em nossas praças e em nossas cozinhas.


por: Jânio Rocha Ayres Teles
Filósofo Chapadinhense