domingo, 20 de fevereiro de 2011

A culpa é do Lula! Não gostou? Reclama pra ele!

Ontem, dia 19 de fevereiro de 2011, foi um dia que podemos considerar histórico para o município de Chapadinha-MA. 

Calma! 

Washington (vice-governador eleito, PT) e Lula (ex-presidente do Brasil, PT)
Não houve uma catástrofe ou a descoberta de algo que mude radicalmente a vida cotidiana dos chapadinhenses (pelo menos de imediato não). 

Falo da composição do PT (Partido dos Trabalhadores) em nível local com a gestão municipal de Chapadinha-MA para contribuir com a melhoria da administração pública. 

As conversas foram iniciadas no final de 2010 por ocasião da tentativa do PT local em resolver a situação do SINE (Sistema Nacional do Emprego), sob a gestão de pessoas do partido em Chapadinha-MA. 

Michel Temer (vice-presidente eleito, PMDB); Dilma (presidenta eleita, PT); Lula (ex-presidente do Brasil e padrinho da união PT e PMDB)      FONTE: http://simaopedro.blog.br/2011/01/dilma-compromisso-e-trabalhar-para-tornar-o-pais-do-tamanho-de-nossos-sonhos/
Trata-se do fato de que o SINE tem gestão compartilhada entre Governo Federal, Estadual e Municial. Como o que corresponde ao município estava deixando a desejar, o partido procurou a prefeita para tentar resolver a situação, sob o risco de Chapadinha-MA perder a agência do SINE. 
Washington (vice-governador eleito, PT), Roseana (governadora eleita, PMDB) e Monteiro (presidente estadual do PT)

As conversas evoluíram ainda mais quando resolveu-se ampliar a pauta de reivindicações de pessoas do partido, incluindo, por exemplo, melhorias para o Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente mais o Conselho Tutelar, estruturação do Conselho do Plano Diretor, melhorias no setor da saúde, resolução de problemáticas no setor da Educação, dentre outras reivindicações. 
ex-vice governador João Alberto (PMDB) e J. Antônio Heluy (secretário do trabalho, PT)          FONTE: http://hostiliocaio.blog.uol.com.br/arch2009-04-26_2009-05-02.html

A conversa evoluiu tanto que houve a proposta da prefeita em ceder  Secretaria do Trabalho (conversa que já se fazia presente desde as primeiras conversas sobre o SINE, mas com resistências no partido). 

O Diretório do partido resolveu discutir essas questões e decidiu condicionar ainda mais para que pudesse diagnosticar a seriedade das propostas e das promessas da prefeita e, ainda, realizar ações de melhoria significativa na sociedade chapadinhense. Destafeita, propôs, além da Secretaria do Trabalho, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Assistência Social, haja vista o forte vínculo do Partido dos Trabalhadores com esses campos de atuação. 
Danúbia (prefeita),  Zezinho (presidente do PT de Chapadinha-MA)José Almeida (presidente do PMDB de Chapadinha-MA)

A prefeita, e sr. Magno (agora deputado), chegaram a comentar da concessão de mais duas secretarias (Secretaria da Mulher e Secretaria de Projetos). Contudo, as conversas posteriores internas do partido e junto à prefeita levaram à conclusão que a proposta inicial das três secretarias seria mais rasoável, pois o partido não estava interessado em cargos ou benefícios individuais, mas na potencialidade de um trabalho articulado entre secretarias que já tinham afinidade com sua base de atuação. 

Por outro lado, o sucesso da composição PT e PMDB em nível estadual e nacional influenciaram para uma aproximação entre as duas instituições partidárias em nível local (vale lembrar que o PMDB em nível local é aliado político do deputado Magno e Danúbia. 

http://www.ferias.tur.br/cidade/2435/chapadinha-ma.html
A aproximação do PT local com o grupo político que está na gestão municipal (que detém o apoio do PMDB local) pode ser considerada arriscada, mas é avaliada como uma decisão correta no aspecto político. 

O grande objetivo do PT com essa decisão é a melhoria na administração pública municipal e o fortalecimento do partido através da demonstração de ações concretas de melhorias para a população chapadinhense. 






domingo, 13 de fevereiro de 2011

PARA ONDE VAI O SOCIALISMO NO SÉCULO XXI? (e o PT de Chapadinha-MA?)

A política brasileira na contemporaneidade, especialmente a maranhense, exige um grande repensar do papel da esquerda frente à realidade social, econômica e política das populações mais pobres de nossa sociedade. 

A grande discussão se faz em relação a três pontos: 
1 - Como a esquerda pode ter acesso ao poder para implementar as mudanças sociais que tanto almeja para a população mais pobre? 

2 - Como chegar ao poder sem ter que implementar práticas políticas viciadas e sem se aliar com grupos também viciados politicamente? 

3 - Ao chegar ao poder, terá competência para gerir o já constituído e, ao mesmo tempo, implementar mudanças sem que haja uma desestabilização no modo de vida da sociedade? 

Eis as questões essenciais que embasam os debates da esquerda neste início do século XXI. 

A partir daí, apresentar-se-á trechos de reflexões que já se vem realizando no Brasil e no mundo acerta dos pontos acima elencados. O objetivo de tal apresentação é iluminar a reflexão sobre os caminhos para o PT de Chapadinha-MA. 

Vejamos: 

"Novas estratégias

Diante deste complexo e desafiador quadro de incertezas, quais estratégias poderiam ser utilizadas pela esquerda para o século XXI?

Conforme o apontado anteriormente, as recentes transformaçõespolítico-econômicas ocorridas nas últimas décadas, principalmente o colapso do comunismo soviético e a crise financeira capitalista, colocam novas questões para o pensamento político global.

Neste contexto, a “velha esquerda” - marxista, socialista e revolucionária por excelência - mostra-se obsoleta e incapaz de interpretar e agir de forma consistente sobre o mundo contemporâneo. “A Esquerda necessita de uma visão [...] simultaneamente mais abrangente e mais exigente que a de Marx.” (ROGERS; STREECK, 1997, p. 184).


http://topicos.estadao.com.br/fotos-sobre-bndes/integrantes-do-mst-entram-em-confronto-com-a-policia-em-protesto-na-sede-do-bndes,03279b00-a133-4a75-9f69-fac2c30fd5b5

Doravante, é imprescindível amalgamar novas ideias a sua plataforma.

A liquidação da esquerda anterior, [...] por sua relativa debilidade, abriu campo para o surgimento de uma nova esquerda, desvinculada dos erros mais gritantes daquela força derrotada. Dentre eles estavam o atrelamento ao aparelho do Estado, as alianças subordinadas com frações burguesas, as posições internacionais de vinculação acrítica à URSS, a rigidez organizativa, a falta de criatividade política e cultural. (SADER, 1997, p.

11).

Diversos analistas asseveram a necessidade de uma esquerda mais moderada e menos ortodoxa. Para estes pensadores - ao contrário de setores da “antiga esquerda”, que apregoam o fim do Estado, do mercado e da propriedade privada - é preciso “reestruturar” e não “eliminar” tais instituições. Defendem também a via democrática em detrimento da via insurrecional como o melhor caminho para a esquerda chegar ao poder.

Manuel Escudero (1997) ressalta que a esquerda deve evitar a tentação utópica de construir sistemas globais perfeitos, e rejeitar qualquer concepção progressiva e determinista da história. Para David Miliband, mais do que criticar as injustiças do presente, é preciso fornecer esperanças realistas de mudança no futuro. “A tarefa da esquerda é [...] menos mostrar que a reforma é necessária do que mostrar que ela é possível”. (MILIBAND, 1997, p. 20).

http://www.primeirodeabril.com.br/index.php?pag=noticia&id_noticia=183&id_menu=26
Joana Andrade e Alexandre da Silva (2003) descrevem como principais características da nova esquerda: o abandono progressivo de vários pressupostos básicos das teses marxistas, a adoção de um “discurso único” em defesa do aperfeiçoamento gradual do sistema capitalista através de reformas legislativas e a renúncia ao método revolucionário.

Michel Rocard (1997), Gérald Collomb (2005) e Robert Kuttner (1997) enfatizam que o mercado (instituição historicamente repudiada e combatida por setores da esquerda tradicional) não deve ser abolido, mas organizado e regulado pelo poder estatal e pela sociedade.

Segundo Rocard, para haver uma economia bem sucedida não há alternativa fora do mercado. No entanto, como a livre circulação de mercadorias e capitais geralmente acentua as desigualdades sociais, faz-se necessário uma maior regulamentação dos mercados por parte do Estado. Collomb defende uma economia mundial baseada em um mercado racionalizado, voltado para a promoção do bem público. Já Kuttner adverte que o mercado, por ser instrumento de poderosos atores privados cujos interesses não coincidem com os anseios da maioria da população, deve ser socialmente controlado e dirigido. “A Esquerda tem de representar um paradigma alternativo. Deve argumentar que os mercados são instáveis, ineficientes e injustos”. (KUTTNER, 1997, p. 204).



 
Bibliografia consultada e/ou sugerida:

ALMEIDA, Maria Aparecida de. A sociedade do conhecimento e neoludismo. Psicopedagogia

online: educação & saúde. 16 de agosto de 2005. Disponível em:
. Acesso em: 29 mar.
2010.
ANDRADE, Joana El-jaick; SILVA, Alexandre Garrido da. O Século XX - O Declínio das
Ideologias?. Revista Habitus: revista eletrônica dos alunos de graduação em Ciências Sociais
– IFCS/UFRJ, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p.33-44, 30 mar. 2003. Anual. Disponível em:
. Acesso em: 01 mar. 2010.
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Caros Amigos, São Paulo, ano X, n. 119, p. 30-32, fev. 2007.
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Salles Freaza. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
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Aurélio de Moura Matos. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1968.
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CARMO, Paulo Sérgio do. A Ideologia do Trabalho. São Paulo, Moderna, 1992.
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SADER, Emir. O poder, cadê o poder? Ensaios para uma nova esquerda. São Paulo:
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VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Entre a realidade e a utopia: ensaio sobre política, moral e
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TOURAINE, Alain. Comment Sortir du Libéralísme? Paris: Fayard, 1999.
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jan. 2010, p 12.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

É bonitinho... ...mas eu não quero pra mim.... !

O PT de Chapadinha-MA vem debatendo internamente a possibilidade de construir um projeto político em parceria com a gestão municipal. 

Algumas pessoas de nossa sociedade, algumas até consideradas lideranças políticas de nosso município, questionaram essa possível aproximação, insinuando fisiologismo ou ingenuidade política.

Alguns até afirmam que o PT não terá mais a força moral que sempre teve perante os "poderosos" no sentido de denunciar as irregularidades e mostrar o caminho certo. 

Que irônico e contraditório, não me lembro de ver algumas dessas mesmas pessoas e lideranças aderindo ao projeto político do PT de Chapadinha, o projeto de construção de uma sociedade sem corrupção e com justiça social. É muito fácil querer o PT sempre limpinho e pronto a servir aos interesses de quem precisa mobilizar a massa. Mas, investimento político, viabilidade eleitoral e mãos dadas por um projeto social, nem pensar! O PT é bonito (sua ética, sua história...), mas não é pra mim... (isto é, para aqueles que criticam a decisão do partido).

Há quem questionava, inclusive, o porquê de pobres candidatarem-se a alguma coisa. Que coisa, né! 


adaptado de: http://www.robertokenard.com/politica/2010/10/01/roberto-rocha-assume-lado-sarneista/











A chegada do PT ao Governo Federal e, de certa forma, ao governo estadual, promoveu um processo de amadurecimento político e que provocou uma reflexão quanto à eficiência de discursos radicais de oposição e, ainda, acerca da resistência a colocar-se em uma posição de comando, por receio à situação vulnerável. 

Os rumos da política local, vistos a olhos superficiais, podem conduzir à opinião de que está ocorrendo uma degradação do quadro político. 

Na verdade, o PT caminha para um esforço de reconstrução política do município, não torcendo pelo "quanto pior, melhor", mas vendo que o mal para um grupo político que está no poder representa, de certa forma, o mal para toda uma população. 

O PT pretende mostrar para a sociedade chapadinhense o que o partido já realizou em nível nacional. 

 Os caminhos políticos para essa realização constituem-se legítimos no âmbito político pós moderno, o que pode não parecer no âmbito da prática populista sem projeto, do oportunismo vazio, do oposicionismo terrorista, do coronelismo já conhecido e da política do "pão-com-circo". 

Para aqueles que procuram abrir a mente e buscar saber os fundamentos do debate...         

Parabéns! 

Vocês poderão estar testemunhando uma iniciativa corajosa de resgate de nossa política. 



http://seichonoie.blog.dada.net/
Entretanto, para aqueles que se fecharam em uma opinião pré-concebida, preconceituosa e superficial...        

Que Pena!    

Pois fecharam-se a qualquer possibilidade de compreensão dos fundamentos e dos acontecimentos políticos e, dessa forma, quando forem perceber, perderam o bonde da história. 





por: Jânio Rocha Ayres Teles









sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Moralismo ingênuo ou Socialismo realista?


“Até que ponto a política é compatível com a ética? A política pode ser eficiente se incorporar a ética? Não seria puro moralismo exigir que a política considere os valores éticos?
Quando se trata da relação entre ética e política não há respostas fáceis. Há mesmo quem considere que esta é uma falsa questão, em outras palavras, que ética e política são como a água e o vinho: não se misturam. Quem pensa assim, adota uma postura que nega qualquer vínculo da política com a moral: os fins justificam os meios.
O ‘realismo político’, ou seja, a busca de resultados a qualquer preço, subtrai os atos políticos à qualquer avaliação moral, entendendo esta como restrita à vida privada, dissociando o indivíduo do coletivo.
Esta concepção sobre a relação ética e política desconsidera que a moral também é um fator social e como tal não pode se restringir ao santuário da consciência dos indivíduos. Em outras palavras, embora a moral se manifeste pelo comportamento do indivíduo, ela expressa uma exigência da sociedade (um exemplo disso é a adoção dos diversos "códigos de ética"). Ou seja, não leva em conta que a política nega ou afirma certa moral e que, em última instância, a política também é avaliada pelo comportamento e entendimento moral das pessoas. Aliás, se a política almeja legitimidade não pode, entre outros fatores, dispensar o consenso dos cidadãos — o que pressupõe o apelo à moral.



Há também os que, ingenuamente ou não, adotam critérios moralizantes para julgar os atos políticos. Por conseguinte, condicionam a política à pureza abstrata reservada ao ‘sagrado’ espaço da consciência individual. Estes imaginam poder realizar a política apenas pelos meios puros.


O moralismo abstrato concentra a atenção na esfera da vida privada, do indivíduo. Portanto, aprisiona a política à moral intimista e subjetiva deste. Ao centrar a atenção na esfera individual, o moralista julga o governante tão-somente por suas virtudes e vícios, enfatizando suas esperanças na transformação moral dos indivíduos.
Ao agir assim reduz um problema de teor social e coletivo a um problema individual. No limite, chega à conclusão de que as questões sociais podem ser solucionadas se convencermos os indivíduos isoladamente a contribuírem, por exemplo, dividindo sua riqueza como os desafortunados.


O resultado é catastrófico: o moralista angustia-se porque a política não se enquadra nos seus valores morais individuais e termina por renunciar à própria ação política. Dessa forma, contribui objetivamente para que prevaleça outra política.




De um lado o ‘realismo político’; de outro, o moralismo absoluto. Nem tanto mar, nem tanto terra. A política e a moral, embora expressem esferas de ação e de comportamento humano específicas e distintas, são igualmente importantes para a ação humana no sentido da transformação social.



Política e moral são formas de comportamento que não se identificam (a primeira enfatiza o coletivo; a segunda o indivíduo). Nem a política pode absorver a moral, nem esta pode ser reduzida à política. Embora sejam esferas diferentes, há a necessidade de uma relação mútua que não anule as características particulares de cada uma. Portanto, nem a renúncia à política em nome da moral; nem a exclusão absoluta da política.” 

 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Direcionamentos do PT local revelam sintonia com a tendência nacional do partido em Chapadinha-MA


http://stelles.blogspot.com/2009/08/hora-da-grande-resposta-midia-golpista.html
A decisão do Diretório Municipal do PT de Chapadinha-MA reflete uma tendência nacional de fortalecimento do partido e de articulação política para a continuidade das ações que tanto têm melhorado a vida das parcelas mais pobres da população brasileira.


http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-dilma-rousseff/bone-do-pt-a-moda-do-lula-pega/

Em trechos a seguir, pode-se perceber o clima amplo de articulações para 2012 e que já se faz presente no meio político em nível nacional:


"Durante a sua participação no Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu nesta segunda-feira (9) as alianças do PT com antigos adversários políticos, como o presidente do Senado, José Sarney, o senador Renan Calheiros e o ex-presidente Fernando Collor de Mello, nesta candidatura. "Eu acho que o PT acertou quando percebeu que para governar um País com a complexidade do Brasil implica em construir uma aliança ampla. (..) O PT não tinha muita experiência de governo e agora tem. Nós não erramos”, justificou." (http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/na+tv+dilma+defende+aliancas+do+pt+com+exadversarios+politicos/n1237744167003.html)

"O senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou neste sábado (10), em Guarulhos, que o projeto que o PT implantou no Brasil vai além do presidente Lula. "As obras do governo Lula você abre a janela e vê. As obras do PSDB só se vê na televisão", afirmou. "Vamos implantar em São Paulo tudo o que deu certo no Brasil. Estamos mais preparados e amadurecidos para fazer um grande governo no Estado. O projeto que deixamos vai muito além do presidente Lula"." (http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4558088-EI15311,00-Mercadante+diz+que+projeto+do+PT+e+maior+que+Lula.html)

"Legendas começam a se movimentar e políticos que foram bem nas urnas no dia 3 de outubro são fortes concorrentes
No mundo da política profissional, o resultado de uma eleição não determina apenas quem vai ocupar cada cargo: define também quais são as candidaturas possíveis para as próximas eleições. Assim, quem saiu fortalecido das urnas no dia 3 já vai pensando na disputa na corrida pelas prefeituras em 2012 – os próximos mandatos que estarão em disputa no país." (http://www.prb10curitiba.com.br/noticia/de-olho-em-2012-partidos-ja-tem-seus-%E2%80%9Cprefeituraveis%E2%80%9D)

http://napraticaateoriaeoutra.wordpress.com/2008/09/30/declaracao-de-voto-para-vereador-legenda-do-pt/
( . . . )

"Frase 1: “O partido participou efetiva e qualitativamente do governo Lula. Tem seis ministérios importantes ocupados por representantes do PMDB, então esse governo nós somos corresponsáveis por ele. Queremos avançar mais ainda através da ministra Dilma e com a participação mais efetiva ainda do PMDB.”

Frase 2: “Educação não é do PT nem do PMDB, a Saúde não é do PMDB ou do PT, assim como a Segurança e a Infra-Estrutura. Precisam ser comandadas por pessoas afinadas com o grupo político que venceu as eleições, mas não podem pertencer a partidos”.

A frase 1 pertence ao presidente nacional do PMDB e vice-presidente eleito Michel Temer. A frase 2 é do deputado estadual Ricardo Murad, em entrevista publicada na edição de ontem do jornal O Estado do Maranhão.

Temer sabe que aliança política, assim como campanha eleitoral, se faz é com partidos, daí que defende que o seu PMDB não só permaneça com os espaços que tem no governo como quer “avançar ainda mais no governo Dilma”.

É assim mesmo, ou seja, o raciocínio do presidente nacional do PMDB está correto e serve exatamente para o caso do Maranhão, um dos estados onde foi reproduzida a aliança PT/PMDB. Dessa forma, o Partido dos Trabalhadores deverá manter as secretarias ocupadas no atual governo e avançar ainda mais no próximo.

Um governo formado a partir de uma composição partidária torna-e mais sólido politicamente, é muito melhor do que indicações por “cotas pessoais”. Cada pasta fica sob a responsabilidade dos partidos, que logicamente deverá indicar quadros que atendam a critérios técnicos e de competência aliados à questão política.

Outra questão fundamental é que calendário político-eleitoral brasileiro impõe eleições a cada dois anos no país, o que significa que em 2012 voltaremos às urnas para eleger prefeitos e vereadores. Essas eleições municipais serão importatíssimas para a composição visando 2014, quando teremos novas eleições para o governador, senador e deputados federais e estaduais.

Nesse sentido, mais do que simplesmente ocupar cargos, a participação democrática dos partidos na estrutura de governo é importante do ponto de vista da consolidação (ou não) de um projeto político e social para o estado. Por isso mesmo, começa-se a ouvir de interlocutores de peso, do PT e do PMDB, a defesa da repetição dessa aliança na maioria dos municípios maranhenses, em 2012." (http://cesardopt.blogspot.com/2010/11/uma-lucida-analise-politica.html)

( . . . )

 

"Duas prioridades marcarão a relação entre o PT e o PMDB maranhenses nas eleições municipais de 2010: os dois partidos vão buscar a formação de alianças, principalmente, nas cidades de São Luís e Imperatriz.

Para os petistas, a sucessão em São Luís pode ter um petista ou um peemedebista encabeçando a aliança, assim como Imperatriz.

Já se fala, inclusive, de nomes.

Em São Luís, Tadeu Palácio (PMDB) e Bira do Pindaré (PT) são os mais cotados. Em imperatriz, Valdinar Barros (PT).

A idéia do grupo hegemônico do PT é unificar o partido e buscar nomes de todas as tendências para compor as chapas municipais.

Mas uma chapa forte em São Luís e Imperatriz tem prioridade, como símbolo da consolidação da aliança.

Caso saia vitoriosa em 2012, a chapa PT/PMDB dará o primeiro passo para a repetição, em 2014, da aliança que garantiu a vitória de Roseana Sarney (PMDB), tendo Washington Oliveira (PT) de vice." (http://marcoaureliodeca.com/2010/12/20/pt-e-pmdb-nas-eleicoes-municipais/)

( . . . )

"Recém-saído de uma histórica vitória na capital maranhense, o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) ainda não se posicionou claramente sobre as eleições de 2012. A discussão, nos bastidores, envolve desde a uma remota possibilidade de aliança com o prefeito João Castelo, até o lançamento de um candidato próprio, envolvendo o projeto PMDB/PT, que elegeu Roseana governadora.

Apesar da força eleitoral já demonstrada em 2010, o grupo tem um empecilho: a proibição da governadora de ter nos quadros de secretários quem tenha interesse em disputar as eleições. São do secretariado roseanista, exatamente, os nomes com maiores possibilidades, como Max Barros (DEM), Victor Mendes (PV), Pedro Fernandes (PTB) e Tadeu Palácio (PMDB).

Uma das possibilidades é a reedição da aliança PMDB/PT. Tanto a governadora Roseana quanto o vice-governador Washington Oliveira são simpáticos à idéia. O presidente regional do PT, Raimundo Monteiro, pretende, inclusive, iniciar encaminhamento sobre o assunto antes mesmo do segundo semestre. “Temos quadros com condições de disputar a prefeitura e manter a aliança na base do governo Dilma”, disse Monteiro.

Outra movimentação importante diz respeito ao PSB. A vice-prefeita e presidente do diretório municipal, Helena Duailibe, já deixou clara a intenção de apoiar o governo Roseana e vai defender a participação do PSB. “Não podemos nos afastar do projeto nacional”, justifica. Tem o apoio do deputado federal Ribamar Alves, que sonha, inclusive, com a presença socialista na chapa roseanista também na eleição de 2014.

A discussão no grupo de Roseana se intensificará a partir de setembro, quando termina o prazo para troca de partido. Muitos devem buscar novos rumos partidários." (http://www2.pv.org.br/noticia.kmf?noticia=11362407&canal=253&total=50594&indice=0)


"Com a mudança da direção, vamos sentar com Marconi e conversar de partido para governo", salientou Balestra. Após a alteração na liderança, o PP fará reunião para definir as estratégias para as eleições municipais. "Não temos a vantagem de ter apoiado o novo governador na campanha, então temos que trabalhar agora mais próximo possível com o governo", falou.

 
"A intenção é lançar em todos [os municípios], mas isso é impossível. Onde não lançarmos, vamos tentar fazer a melhor aliança, cogitar vices e vereadores", pontuou, e adiantou que agora a "busca é por expressão".

Outra legenda que trabalha para fazer nova formulação interna é o DEM. A discussão é estadual e nacional e a executiva do partido será no início de 2011, em data ainda não definida. A decisão principal será agenda para 2012. "A orientação é reestruturar os diretórios municipais, e buscar participar do maior numero de candidaturas nas prefeituras", alegou o deputado federal eleito, Vilmar Rocha.

"A aliança com a base vitoriosa é preferível, mas ainda é cedo para uma definição. PT e PMDB devem manter aliança, então, devermos manter também. PP e PR devem vir para nossa base, retornando à aliança antiga", analisou Rocha.

E o democrata não está errado em prever a aliança com as legendas governistas. Ademir Menezes (PR), vice-governador e deputado estadual eleito, lembrou que "99% das lideranças do partido fizeram opção de dar apoio ao governo Marconi". Menezes disse ainda que ficou "responsável por presidir comissão que vai conversar com Marconi. Conversei com ele e vamos aguardar a hora oportuna para uma reunião".

Para as eleições, Ademir Menezes adiantou que a orientação é que "o partido precisa continuar". Os republicanos agora trabalham, segundo ele, para dar apoio aos que querem se candidatar em 2012 e buscar a filiação de líderes políticos em todo o Estado. "Vamos agora dar apoio aos que são do partido, e filiar os que querem se unir a nós", pontuou.

Os tucanos planejam, e já anunciaram largamente, que estão entrando em processo de reformulação. O presidente estadual, deputado federal Leonardo Vilela garantiu que o foco agora é "viabilizar candidatos competitivos em todos os municípios goianos, principalmente nos dez maiores".

Ele afirmou que a reestruturação dos diretórios municipais deve acontecer em março.

Particularidades à vista

Petistas e peemedebistas juntaram forçar para eleger Dilma e Iris, mas apenas o projeto nacional vingou. Sem contar a prefeitura de Goiânia e a Câmara municipal da capital, lugares onde a aliança é forte e tem o comando político.

Para 2012, Valdi Camárcio, presidente estadual do PT, adiantou que a prioridade será a reeleição de Paulo Garcia (Goiânia) e Antônio Gomide (Anápolis). Mas ele frisou que a intenção é manter os partidos de apoio a Dilma unidos para o próximo ano e para as eleições.

“Podemos estar juntos em âmbito nacional e estadual, mas nos municípios temos que entender eventuais particularidades. Mas linha geral é a união dos partidos", alertou.

Camárcio adiantou que em fevereiro "vamos nos reunir pra fazer planejamento estratégico para 2012 e para a disputa do governo do Estado em 2014".

O secretário-geral do PMDB, Kid Neto, confirmou o posicionamento. "Acredito que temos que manter a aliança com PT e as legendas aliadas, e vamos decidir os melhores nomes em conjunto sempre que possível", disse.

Neto corroborou as declarações de Camárcio, ao dizer que vão "lutar para manter a reação entre os partidos, mas cada município depende de uma articulação própria". "Prefeitos, vices e vereadores serão lançados por nós. Estaremos presentes em todos os municípios, pois temos valores a ser considerados", acrescentou." (http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/partidos-adiantam-as-medidas-a-serem-tomadas-para-eleicoes)

"Deputado federal Fernando Marroni (PT), foto, se reunirá nesta quarta (19) com o presidente do PMDB local, advogado Fabrício Matiello. Marroni e outras lideranças do PT procurarão Matiello para uma segunda rodada de conversas em torno da proposta de que o PMDB se alie ao PT nas eleições de 2012. A proposta foi feita pessoalmente há cerca de um mês pelos petistas Marroni, vereador Milton Martins, Luciano Lima e Marcola, em reunião na sede do PMDB.

Matiello diz que é muito cedo para uma definição, mas que o PT quer repetir a aliança partidária nacional que elegeu Dilma Rousseff. Disse ainda que Marroni falou a ele e a outras lideranças da Executiva peemedebista que deseja ter um vice do PMDB na eleição de 2012. Ele, Marroni, concorreria a prefeito.
(...)
“Não estamos interessados meramente em cargos. Nós queremos fortalecer o partido, na circunstância mais adequada, e em torno de um projeto de governo", disse Matiello." (http://www.amigosdepelotas.com/2011/01/marroni-procura-pmdb-para-nova-conversa.html)

"Para o parlamentar, "existe um mosaico que precisa ser montado". Ele destacou que o governo da presidente eleita é "um governo de continuidade, embora seja com o toque dela". "Tem uma base já dimensionada, espaços predefinidos. Não é um direito adquirido, mas não houve grandes alterações na correlação de forças das bancadas", observou Pelegrino.

Para o líder do PT na Câmara de SP, vereador José Américo, "o mais importante agora é o partido se preparar para a disputa de 2012, estabelecer prioridades dos Estados e definir como migrar posições a nível nacional para o plano municipal".

As correntes do PT que participam do encontro avaliam que uma política de alianças pode contemplar tanto candidaturas próprias como candidaturas dos aliados." (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-discute-cargos-e-impacto-em-aliancas-para-2012,646129,0.htm)





O PT sempre foi bastante atuante em meio aos movimentos sociais. Contudo, nas urnas, sempre manteve-se acanhado. Entretanto, a partir da experiência política que vem conquistando, especialmente a partir da chegada à Presidência da República, precisou abrir-se a novos debates, constituição de alianças e a estabelecer metas que visem à realização de um projeto mais amplo de país, repercutido nos Estados e nos Municípios.

É sob esta ótica que o Partido dos Trabalhadores em Chapadinha tomou a decisão de construir uma nova relação política com a Gestão Pública Municipal atual, afinado com o projeto nacional e estadual do partido, mirando uma efetiva transformação nas condições de vida dos chapadinhenses.

Qualquer dúvida, crítica ou discordância não deve levar em consideração somente a decisão e a postura local do partido. Precisa mirar o contexto estadual e nacional para julgar e para expressar uma opinião qualquer, sob o risco de estar proferindo juízos superficiais e descontextualizados.

Obrigado.

Jânio R. Ayres Teles